23.12.07


Ele esteve perto...sentiu o seu futuro a brilhar...tentou esconder-se mas deu um passo em frente!

Viu-a...tinha as unhas pintadas de vermelho...aquele vermelho que ela pintava nas noites quentes que tinham...sentiu as suas unhas no peito...aquela ansia de a possuir!


Queria dizer-lhe que ficasse para sempre com ele...que as suas dúvidas se iriam dissipar, e que pudia depois mudar de ideias!

Queria dar-lhe o momento, o segundo para tomar a nova direcção...e sentir-se protegida consigo!

Foi assim que ela tinha dito em tempos...era assim que tinham sonhado, e sabia muito bem que não queria mudar a direcção do seu pensamento!

Tudo fluiu...resolveu não olhar para trás e rumou a casa, fumando o seu cigarro que tanto o irritava, mas que o confortava!

20.12.07


"É muito dificil encontar um amor como o nosso"- dizia ele na mesa do café para o seu amigo! Este olhava com olhos de quem sabe muito bem que aquilo era sentido, e que já tinha passado pelo mesmo.

"Quem não passa por isso, pah? olha eu... tens de a deixar ir, se realmente gostas assim tanto dela, o melhor que tens a fazer, é deixar a poeira assentar e olhares para outros horizontes".


Ele sabia que era o melhor a fazer, mas sentia que tinha de lhe falar mais uma vez...tinha de a ver, nem que fosse de fugida, sem ela saber que ele estava a observá-la!

Só ele sabia que tinha passado momentos únicos...passeios e vislumbramentos em noites nocturnas...o contar das estrelas, todas as juras de amor...Ele sentia que havia ainda algo de especial, apesar de ela lhe ter dito vezes sem conta que nao sabia o que era o futuro que não sonhava com nada, que vivia o presente, o momento...

Há amores que são só nossos, - pensava. Há vontade de parar, mas a verdade é linda e pura, e o desejo de a possuir novamente estava nos seus horizontes... "não é facil este amor passar, nao é pah..."

2.12.07


" Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não me esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo e que posso evitar que ela vá à falência.

Ser Feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser Feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser Feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construír um castelo..." (Fernando Pessoa)

25.11.07


" Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos.

Porque, contrariamente a opinião comum, o amor não faz sofrer.

O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse e que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: e que ele não pode ser prejudicado.

O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.


(Antoine de Saint-Exupery, in 'Cidadela')

Manobras...

"Todos os dias os encontro.
Evito-os.
As vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Ja não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vencam lá, a vontade. Sobretudo, vencam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaistas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força. Convencidos da vida ha-os, afinal, por toda a parte, em todos e por todos os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda nao sao, os melhores, os mais em vista. Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Alem de espectadores, o convencido precisa de irmaos-em-convencimento.

Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se... (...) No corre-que-corre, o convencido da vida não e um vaidoso a toa.
Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca e gratuita, todo o rendimento possível.
Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes.
E tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la.
Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe sera mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer gaffes.
Não importa: o caminho e em frente e para cima. A pior das gaffes, além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um parvenu, a pior das gaffes é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas.

Se tiver raça, por-se-á, imediatamente, a refaire surface.
Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.

Alexandre O'Neill, in 'Uma Coisa em Forma de Assim'

3.9.07

Despeço.me do que mais quero...

Ele sabia muito bem como as convhas chegavam ali...sabi que sem esforço ela conseguia entender o seu sorriso de alegria por ela estar ali naquele momento.
Fingia no entanto, que nao queria que ela soubesse que a sua alegria era tanta...so nao queria que ela amanha mudasse o rumo das coisas.

Era mais fácil estar ali, aproveitar o dia, o seu olhar e o seu perfume que o excitava!
Sabia que as horas iriam ser estipuladas por ela, e o facto de nao saber quando a iria voltar a ver o incomodava cada vez que ela esboçava o sorriso...aquele sorriso maroto que o irritava!

Tocou-lhe, disse que estava cansada...e que iria partir!

13.8.07

Luz


Sentiu um arrepio. Ouviu barulho estridente que ela faz ao andar com as suas havaianas douradas que ele lhe trouxe de Pipa.


Era ela, finalmente e depois de meia dúzia de caipirinhas na praia, ela chegava para apanhar conchas.


Disse-me que pensava que ela não vinha, esperaria até ao anoitecer, mas sentia ao mesmo tempo a impressão que a sua doçura fisica iria ficar perdida pelo estrilho do caminho que levava até a praia.

Afinal chegava, toda suada, com uma túnica branca esvoaçante...

Os oculos grandes e pretos da Armani tapavam-lhe o rosto, mas ele sentia o tremor nas palavras que proferia.


Resolveram finalmente ir até a praia...

A inquietação e a dúvida apoderou-se dos seus movimentos e nem uma palavra solta conseguia articular. Soava-lhe a irritação...

As conchas eram muitas...será que ele iria conseguir apanhá-las?


"Ouve, sabes como chegam aqui estas conchas?..."


Até amanhã;)*

12.8.07

Concha


Sonho de Verão, é um sonho daqueles que ele espera ter.

Sentado na esplanada junto ao mar, espera ansioso pela visita dela. Aquela que há dias partiu revoltada, sem ele entender muito bem o porquê da sua viagem.

Ela voltou, telefonou e disse que vinha apanhar conchas no areal. Um simples convite... um telefonema banal, como muitos que ela fazia de manhã, quando não dormiam na mesma casa.


Ele hesitou, mas a adrenalina soou mais alto, e disse simplesmente SIM.


Aguarda. Espera, sentado a beber a sua caipirinha, com muito açúcar para sentir bem a sensação de leveza que o apanhar de conchas lhe vai proporcionar.


"Por favor, traga-me outra caipirinha, desta vez com mais lima, obrigada" -


Até amanhã;)*

10.8.07

Game Over...


O alerta tocou e ele decidiu que o jogo tinha terminado.

Há dias confusos mas ele sabia que aquela decisão teria de ser tomada dia menos dia.

O Jogo terminava assim, tal como iniciou...a frieza provocada pela indiferença foi o palco de uma decisão que para ele dias antes não fazia sentido.


Caminhou até a praia e deixou a folha de papel, deixou a caneta, e tudo o resto que o fazia sentir vivo.

Desistiu de caminhar com a brisa e de ouvir as vozes que insistiam para permanecer sentado a espera do dia em que o sol e a lua se iam unir para sempre.

Há palavras que realmente não fazem sentido...há horas do dia em que parecem não existir, e momentos que ele pensa que nunca passou por eles. É triste pensar que a existência humana é assim tão cruel, que um dia se ama e num outro dia se atrofiam sentimentos sem dó nem piedade.

Hoje ele acredita que amar é impossivel e que a troca de olhares casuais e passageiros são a essência de vida que precisa para ser feliz.

É incrível como se jogam com sentimentos, se brinca e se imaginam jogos em que os jogadores não passam de meros matraquilhos de um lado para o outro ao sabor do humor de quem os quer.


Cansou...passou...Acabou... GAME OVER


Até amanha;)*

9.8.07

Waiting



waiting...simplesmente

6.8.07

Factores


Há coisas nesta vida que não se entende, o porquê das pessoas terem de passar por aquele episódio. Há porquês que ninguém chega muito bem a entender, e opções que ninguém entende porque se considera que assim é melhor, já para não falar da simples e ridícula resposta do “porque sim”.

Ter de saber conviver é uma arte como outra qualquer e lidar com os arrufos e a má educação de pessoas mimadas e revoltadas ainda é pior!
Tudo isto numa amálgama de cinquenta mil factores que tiram do sério qualquer ser humano equilibrado no corpo e no espírito, só com um simples espirro!

Ontem explicavam à mesa a necessidade que há em viver em comunidade…é interessante verificar que há doutrinas plausíveis e interessantes sobre esta temática, mas que no fundo, quando terminam o seu discurso, ninguém tem muito bem a certeza daquilo que acabou de dissertar.

A eloquência e a retórica, são bases essenciais para quem se precisa de defender de quem gosta de atrofiar, ou de quem pensa que nunca é afectado pelas palavras dos outros.

Serão ridículos, medíocres e baixinhos…falta de nível? Ou, falta de confiança?

Quem magoa assim, não sabe o que é amar, não sabe o que é partilhar e jamais será capaz de encarar a própria vida em comunidade.
O segredo?
Está na simplicidade e no silêncio de gestos e de atitudes…

Até amanha;)

5.8.07

Nothing in my way...


Caminho todos os dias pelo mesmo estrilho...ouço o som do pássaro amarelo e pergunto-lhe o que me quer transmitir...será que sabe o porquê desta minha inquietude?


Mais um dia que passa, e eu aqui sentada junto ao mar à espera que chegue a brisa que tanto anseio.

Aconteça o que acontecer, sei que a minha luta pela sobrevivência foi muito leal...Soube o que queria dizer e transmitir e o facto de não estares na mesma onda do mar que eu é porque não ouviste o pássaro amarelo.


Tenho muitas saudades do teu rosto,mas era agora capaz de desenhá-lo...lembraste quando me desenhaste com Copics?....Ser Felizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, com pássaro ou sem pássaro....i need i needddddddddddd.


Acelero por esta estrada, o pássaro acompanha-me e o seu som estridente também...peço-lhe que te envie esta minha melodia e que ela te abrace e conforte esta noite, mais uma sem mim*.


hasta mañana;)


Beso...

3.8.07

Onda do Mar...


Fingir que não penso que amanhã será outro dia de interrogação não é nada fácil... no entanto, há sentimentos que não se conseguem disfarçar e existem mesmo que, não seja preciso regá-los todos os dias com o amor da nossa vida!


A tranquilidade que recolho de um pôr do sol, ou do agitar das ondas na praia no inicio da manhã, acolhem-me...


O caminhar por caminhos estreitos, e longos, são o melhor remédio para estes dias se traduzirem na certeza de que a vida é mesmo assim, e que a calma e tranquilidade são segredos muito bem guardados no teu coraçao!


Gostava de saber o porquê desta inquietude,...há momentos em que gostava de pegar numa das ondas que vejo, mergulhar nela e encontrar te lá no fundo do mar dentro da nossa concha! Aquela que tu prometeste que seria eterna se nós e o tempo assim acordarmos.


Quero muito viver nessa concha, construir e sentir de novo aquela tranquilidade que foi vivida mas hoje esquecida...está ela numa outra onda? Estará ela num outro fundo do mar?...

Quero voltar a sentir aquele calor quando acordo e deixar passar o dia até me agarrar a ti, ao teu corpo...ao teu cheiro...


Que esta onda me leve até ti...espero...pela tua onda!


até amanha;)

30.7.07

Wake up...are you ready?


Os dias passam e insistes em não cantar aquela música...


O sol derrete-me o moments e o tick tack acelera cada vez mais...eu tento acelerar para não ter de esperar mais pelo veredicto... como pude eu deixar que a melodia se transformasse em silêncio?...


Atrofia-me as ideias, e eu não encontro aquela melodia que me satisfaz e que me trás de volta a realidade.

Estou presa, ao passado e a dores que me confortam em termos de amor... sonho com um futuro encoberto em nublinas matinais, mas sinto que o pôr do sol será tão belo como o dia em que me beijaste pela primeira vez!


Será que é demasiado tarde para que os olhos vejam aquilo que é óbvio e se deixem levar pelos sentimentos que se encontram perdidos na cidade que os viu partir...


Usar metáforas ja não alivia...a realidade cada dia que passa assombra a vida e a dor de impotencia...


The sun goes down.....give up or wake up!


Se eu soubesse que esta bateria iria ser assim nunca teria entrado nesta viagem alucinante...


Até amanha! :)

26.7.07

Brisa...


As horas passam, e eu espero que esta brisa me console...aguardo pacientemente que este tick tack cerebral diminua a sua intensidade!


Penso que pode parecer que até te esqueço, mas a verdade é que a brisa me leva cada vez para mais perto de ti...

Disfarço quando estou com as pessoas com quem partilho o meu espaço geográfico... elaboro sorrisos mesmo simétricos e sons de palavras que são agradáveis de ouvir e que camufluam a pressão que está no meu corpo.


O pior não é o incomodo físico, mas sim o psicológico...é um turbilhão de ideias e de sensações.

Há cheiros que me assombram e memórias que querem ser revividas, mas também há a certeza de que sem base nao há estrutura.


Há muitas palavras da minha parte...falta a folha para eu escrever.


Preciso de uma folha, daquelas brancas que vêm em pacotes que se compram nos hipermercados, ou que se trazem das empresas onde os pais trabalham.

O cheiro das folhas é confortante...e quando elas estão lisas, completamnete lisas sem nenhuma dobrinha na ponta ainda mais vontade tenho de me "atirar de cabeça"...


Gosto de coisas simples...de coisas pequenas que me abraçam! Tudo o que posso dar nestes momentos de distância pedida são estas palavras, que nao passam de coisas pequenas que voam juntamente com esta brisa...

Será que é hoje o dia que me trazes as folhas...?

Enquanto isso, cheiro a brisa e ouço o tick tack...


Até amanha;)


24.7.07

Moments...


Há dias terrivelmente indescritiveis...gostava de ter sempe uma borracha comigo para apagar as "borradas" que surgem na página da vida.


Ao acordarmos nunca temos muito bem a noção que o nosso dia pode ter um final menos positivo, ou mais cansativo daquele que esperamos.


Por vezes, ou não temos essa consciência, ou então acreditamos que a nós nunca nos vai acontecer determinada situação.


É mais fácil pensar nos outros, e é muito mais fácil ajudar os outros em situações menos boas, claro que isto so funciona se nós tivermos dentro de nós essa capacidade de dialogar e de querer ajudar.


Hoje em dia, é um dom saber escutar os outros e poder ajudar, nem que seja somente com palavras.


As palavras são muitas vezes o conforto para uma prisão de sentimentos e de atitudes para quem não entende este modo de vida terrena que é o nosso.


Confesso que para mim não é fácil, e que ao longo da minha existência já tive muitas dúvidas em relação a moments...


Gosto muito dos gelados...daqueles docinhos, pequeninos mas docinhos. Nesses não tenho qualquer exitação... mas não gosto nada, mas mesmo nada daqueles "moments" de milésimos de segundos em que tenho de dizer qualquer coisa a mim mesma para acreditar que amanha o meu final do dia será diferente!


Assim sendo, e para a desforra vou ao congelador "furtar" um moment... e saboreá-lo como se fosse o último da minha vida!


Até amanha;)


23.7.07

É a Vida...


Há expressões muito correntes..uma delas é sem duvida " é a vida"...

Nestes últimos tempos da minha existencia tenha sentido que a ouço muito...por vezes demasiadas vezes!


Tenho a consciência que também a utilizo em momentos que não sei o que dizer e fazer mas, sinceramente a expressao assim meio inacabada alivia-me ... dá-me aquela sensação de tranquilidade e conforto, pelo menos por uns minutos!... São aqueles momentos em que me apetece pegar no comando, desligar o botão e estar noutro sitio...com outro tipo de situação.


Não sei se pensam sobre isto ou não, mas eu acho uma inquietude pensar neste tipo de coisas. Não significa que tenha tempo para pensar nelas, até pelo contrário...o TEMPO é o meu pior inimigo, diria mesmo que não existe pior coisa que tenho nesta vida!


Já me fez perder coisas tão essencias...como também sentir o peso das horas, do dia...aquele dia em que tenho isto aquilo e o outro para fazer...e que por vezes nada tem a ver comigo!


A missão que cada um tem nesta vida terrena é isso mesmo...saber conciliar isto tudo: tempo, os outros, com ou sem comando na nossa posse, e depois tudo se resume a uma única expressão:

"- É a Vida..."


até amanhã ;)

22.7.07

o porque...


simplesmente cara de laranja... num dia assim, simplesmente este nome me invade estas memorias de vida...