30.3.20

Número Dois

Dois.

Eram dois.
Foram dois.
Seriam dois.

Anos e vidas.

Momentos muitos.

Palavras mais ainda, bem como silêncios.

Agitações, navegações, inquietações, medos e sonhos.

Continuava no dois. Sempre a dois. Acreditava que só assim fazia sentido. Eram dois, já. E pensava que seriam ainda mais dois, vezes dois e mil vezes dois.

Tinha voltado pelo céu escondida no meio de tantos sonhos, via a luz ao final do dia com um encanto e continuava a correr à procura do que o fazia feliz.
Eternamente era um eterno enamorado a valer.

Tinha esperança que este momento seria eternizado. Tinha chegado o momento em que ela mantinha a sua postura de amor, tinha deixado cair todos os muros, abriu as janelas e destruiu paredes.

Havia dias que ele ficava distante...

Tinha medo que o verniz vermelho ofuscasse o belo que viviam. Crenças.