
O alerta tocou e ele decidiu que o jogo tinha terminado.
Há dias confusos mas ele sabia que aquela decisão teria de ser tomada dia menos dia.
O Jogo terminava assim, tal como iniciou...a frieza provocada pela indiferença foi o palco de uma decisão que para ele dias antes não fazia sentido.
Caminhou até a praia e deixou a folha de papel, deixou a caneta, e tudo o resto que o fazia sentir vivo.
Desistiu de caminhar com a brisa e de ouvir as vozes que insistiam para permanecer sentado a espera do dia em que o sol e a lua se iam unir para sempre.
Há palavras que realmente não fazem sentido...há horas do dia em que parecem não existir, e momentos que ele pensa que nunca passou por eles. É triste pensar que a existência humana é assim tão cruel, que um dia se ama e num outro dia se atrofiam sentimentos sem dó nem piedade.
Hoje ele acredita que amar é impossivel e que a troca de olhares casuais e passageiros são a essência de vida que precisa para ser feliz.
É incrível como se jogam com sentimentos, se brinca e se imaginam jogos em que os jogadores não passam de meros matraquilhos de um lado para o outro ao sabor do humor de quem os quer.
Cansou...passou...Acabou... GAME OVER
Até amanha;)*
1 comentário:
O "Game Over" só funciona a partir daquele instante, daquele clic mágico em que o peito deixa de pesar e nos sentimos livres. É aí, e só aí que ele passa a existir, por muitas vezes que o tenhamos repetido para nós próprios e para os outros, pois eram apenas palavras mecânicas, desprovidas de sentimento.
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