
Ele sabia que na sua mente havia uma turbilhão de ideias que ele queria que saissem e se libertassem como um espirro...
Queria afastar-se de pensamentos negativos e de sensações que o traziam para a órbita humana sem aquele cheiro de amor...
Queria afastar-se de pensamentos negativos e de sensações que o traziam para a órbita humana sem aquele cheiro de amor...
Era a única coisa que ele queria, sacrificar-se por uma certeza que o acordava todas as manhãs, e que aquele salto que o puxava para a arena da vida o traria de volta a realidade!
Estava preparado para um novo viver...
O telefone tocou e ele desligou-o com o desejo que aquele número nunca mais aparecesse, pelo menos até ele ter a certeza de que há momentos que não queria voltar a reviver!
Queria ter a certeza de que um novo futuro iria ter, sem ela e sem as suas unhas vermelhas que o incomodavam e o excitavam...precisava de balas de alegria e de sensações de extase sem ela, queria descansar!
Entrava num jogo perigoso, sem tentar descobrir o que realmente queria...estava desejoso de sonhar com um novo futuro...por ele e não por ela...
Olhou para o quadro que tinha feito...era de papoilas, aquelas que tinha apanhado descalço no Ribatejo.
Fechou os olhos e lembrou-se do dia em que andava que nem um adolescente a correr por campos verdejantes que nem um louco...os risos estridentes e a azáfama de arrancar do solo as papoilas que pensava serem suas...hoje ali estão elas...expostas a todos...ansiando que um olhar de amor as contemple...
Sem comentários:
Enviar um comentário