30.1.18

Caminhos, sinais e indefinições...

- "E se tivesses o poder de voltar atrás e de reviver ? O que farias?"...

Pediu-lhe para o levar para para lá, ou para onde ela quisesse!

Afirmava com o cigarro na mão direita que não queria cair novamente, queria sentir-se de novo o puto de vinte anos que acordava sempre com uma energia ilimitada!

Ela riu-se e lembrou-o que a vida apesar de serem os tais dois dias que toda a humanidade faz questão de relembrar diariamente em períodos de stress e de mudanças, cabia a cada um de nós evoluir ou não.

Não valeria a pena andar com rodeios, a culpar terceiros, nem tão pouco se refugiar no álcool e em comprimidos para aliviar os caminhos por si traçados.

Tinham existido sinais que ele certamente visualizou e que os mesmos teriam os devidos destinos. Optou, e a opção é sinal de dualidades ou não.

- "O caminho faz-se caminhando", disse-lhe ela.

Ele mexeu-se na cadeira e descruzou as pernas. Pediu mais uma cerveja e uns amendoins.

A conversa iria prolongar-se mas o estorninho estava cansado e queria recolher...



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